Translate

Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain Spain tradução

sábado, 11 de novembro de 2017

«Nenhum servo pode servir a dois senhores» - Comentário ao Evangelho (11/11) por São Gregório Magno


Imagem relacionada


«Nenhum servo pode servir a dois senhores»

Querer pôr a esperança e a confiança em bens passageiros é querer fazer fundações em água corrente. Tudo passa; Deus permanece. Agarrarmo-nos ao que é transitório é desligarmo-nos do que é permanente. Quem é o homem que, levado no turbilhão agitado de um rápido, consegue manter-se firme no seu lugar, no meio dessa torrente fragorosa? Se não quisermos ser levados pela corrente, temos de nos afastar de tudo o que corre; senão, o objeto do nosso amor constranger-nos-á a chegar ao que precisamente queremos evitar. Aquele que se agarra aos bens transitórios será certamente arrastado até onde vão ter essas coisas a que se apega.

A primeira coisa a fazer é pois abstermo-nos de amar os bens materiais; a segunda, não pormos total confiança naqueles bens que nos são confiados para serem usados e não para serem desfrutados. A alma que se prende aos bens perecíveis cedo perde a sua estabilidade. O turbilhão da vida atual arrasta quem nele se deixa ir, e é uma tonta ilusão aquele que é levado nesta corrente querer manter-se de pé.

Créditos: Evangelho Quotidiano

“A permissividade moral não torna os homens felizes” - São João Paulo II

Resultado de imagem para São João Paulo II
“O ser humano só se realiza”, lembra-nos o Papa São João Paulo II, “na medida em que sabe aceitar as exigências que provêm da sua dignidade de ser criado à imagem e semelhança de Deus.”

O pequeno texto que disponibilizamos a seguir faz parte de um discurso do Papa São João Paulo II a jovens holandeses, durante sua visita de 1985 aos Países Baixos. Nele, Sua Santidade lança à juventude católica do mundo inteiro o desafio do amor.

Por que destacar esta pregação agora? Porque ela contém o mesmo ensinamento que o Padre Paulo Ricardo tem reforçado em suas pregações de cunho moral: os Mandamentos, o chamado da Igreja à perfeição, não são um “moralismo”, mas um convite à entrega, generosa e abnegada, de quem se sabe amado por Deus e deseja retribuir-lhe o amor.

No site da Santa Sé, esse discurso se encontra somente nas línguas italiana e holandesa. Servimo-nos em grande parte da tradução oferecida pelo site português “Senza Pagare” — ao qual agradecemos — e acrescentamos ao fim, também, uma outra parte do discurso que achamos conveniente traduzir.
Equipe Christo Nihil Praeponere

***
Queridos jovens, fizestes-me saber que muitas vezes considerais a Igreja como uma instituição que apenas promulga regulamentos e leis. E concluís que há um profundo hiato entre a alegria que emana da palavra de Cristo e o sentimento de opressão que suscita em vós a rigidez da Igreja.

Mas o Evangelho apresenta-nos um Cristo muito exigente, que convida a uma conversão radical do coração, ao abandono dos bens da Terra, ao perdão das ofensas, ao amor para com o inimigo, à paciente aceitação das perseguições e mesmo ao sacrifício da própria vida por amor ao próximo.

No que diz respeito ao domínio particular da sexualidade, é conhecida a posição firme que Jesus tomou em defesa da indissolubilidade do matrimônio e a condenação que pronunciou até a propósito do simples adultério cometido no coração. Poderá alguém não ficar impressionado diante do preceito de arrancar um olho ou de cortar uma mão se esses órgãos forem ocasião de escândalo?

A permissividade moral não torna os homens felizes. Tal como a sociedade de consumo não traz alegria ao coração. O ser humano só se realiza na medida em que sabe aceitar as exigências que provêm da sua dignidade de ser criado “à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1, 27). Por isso, se hoje a Igreja diz coisas que não agradam, é porque se sente obrigada a fazê-lo. Ela o faz por dever de lealdade.

Mas então não é verdade que a mensagem evangélica é uma mensagem de alegria? Pelo contrário, é absolutamente verdade! E como é isso possível? A resposta encontra-se numa palavra, numa só palavra, numa palavra curta mas com um conteúdo vasto como o mar. Essa palavra é: amor. O rigor do preceito e a alegria do coração podem perfeitamente conciliar-se. Quem ama não receia o sacrifício. Antes procura no sacrifício a prova mais convincente da autenticidade do seu amor.

Não é esta porventura a experiência que vós mesmos fazeis em relação à pessoa que amais? Por mais exigentes que sejam as demandas que ela vos propõe, vós não experimentais fadiga em cumpri-las, e o próprio sacrifício que tal cumprimento vos custa se converte para vós em fonte mesma de alegria.

Eis o segredo, caríssimos jovens, de uma vida cristã ao mesmo tempo coerente e alegre: o segredo está em um amor sincero, pessoal e profundo a Cristo. O meu desejo é que cada um de vós descubra um amor semelhante, porque assim os valores que se encontram na base da norma ser-vos-ão revelados em sua própria verdade e as dificuldades que encontrais em praticá-la tornar-se-ão mais leves. Diz Agostinho: Nam in eo, quod amatur, aut non laboratur, aut et labor amatur, isto é, “Naquilo que se ama, ou não se cansa, ou se ama o próprio cansaço” (De Bono Viduitatis, 21, 26).
Jovens, esta é, portanto, a minha resposta: amai a Cristo e aceitai as exigências que a Igreja em seu nome vos coloca, porque são as exigências que provêm de Deus, Criador e Redentor do homem. Aceitai estas exigências na vossa vida e descobri-lhes o valor. Para tanto, faz-se necessário que escuteis sempre a palavra de Deus e que encontreis com frequência o Ressuscitado na Eucaristia. Aconselho-vos ainda a não subestimar, nesse sentido, o valor do sacramento da Confissão. Deste modo podereis viver com força as exigências que haveis assumindo recebendo a Crisma.


Referências

Retirado do “Discurso durante encontro com os jovens holandeses em Amersfoort”, de 14 de maio de 1985.

Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

"Os três tipos de humildade" Por Santo Inácio de Loyola




Os três tipos de humildade: o primeiro tipo de humildade é necessário à salvação eterna. E consiste em me rebaixar e me humilhar tanto quanto me for possível, para obedecer em tudo à Lei de Deus Nosso Senhor. De tal modo que, mesmo que me tornassem senhor de todas as coisas criadas deste mundo ou que estivesse em risco a minha própria vida temporal, nunca pensaria em transgredir um mandamento, fosse ele divino ou humano. [...] 

O segundo tipo de humildade é uma humildade mais perfeita que a primeira. E consiste nisto: encontro-me num ponto em que não desejo nem tendo a preferir a riqueza à pobreza, a honra à desonra, uma vida longa a uma vida curta, quando as alternativas não afetam o serviço de Deus Nosso Senhor e a salvação da minha alma. [...] 

O terceiro tipo de humildade é a humildade mais perfeita: é quando, incluindo a primeira e a segunda, sendo iguais o louvor e a glória de sua divina majestade, para imitar Cristo Nosso Senhor e me assemelhar a Ele mais eficazmente, desejo e escolho a pobreza com Cristo pobre em vez da riqueza, o opróbrio com Cristo coberto de opróbrios em lugar de honrarias; e desejo mais ser tido por insensato e louco para Cristo, que antes de todos foi tido como tal, do que por «sábio e prudente» neste mundo (Mt 11,25).

Exercícios espirituais, 2.ª semana, 12.º dia
Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

«Tende cuidado com a maneira como ouvis» Comentário ao Evangelho do dia (25/09) Sermão atribuído a Santo Agostinho

Sermão atribuído a Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja 
Cf. Discurso sobre o salmo 139,15; Sermões sobre S. João, n.º 57


«Tende cuidado com a maneira como ouvis»


«Que cada um esteja sempre pronto para escutar, mas seja lento para falar» (Tim 1,19). Sim, irmãos, digo-vos francamente [...], eu que muitas vezes vos falo a vosso pedido: a minha alegria é sem mancha quando me sento entre os ouvintes; a minha alegria é sem mancha quando escuto e não quando falo. É então que saboreio a palavra com toda a segurança, pois a minha satisfação não é ameaçada pela vanglória. Quem pode recear o precipício do orgulho se estiver sentado sobre a pedra sólida da verdade? «Escutarei e encher-me-ás de alegria e de júbilo», diz o salmista (Sl 50,10). É quando escuto que me sinto mais alegre; é o papel de ouvintes que nos mantém numa atitude de humildade. 

Pelo contrário, quando tomamos a palavra, [...] precisamos de uma certa contenção; pois, mesmo que não ceda ao orgulho, tenho receio de o fazer. Mas, se escuto, ninguém me pode roubar a alegria (Jo 16,22), porque ninguém é testemunha dela. É verdadeiramente a alegria do amigo do esposo de quem S. João diz que «fica de pé e escuta» (Jo 3,29). Fica de pé porque escuta. Também o primeiro homem escutava Deus de pé; quando escutou a serpente, caiu. O amigo de esposo fica, pois, «transbordante de alegria à voz do Esposo»; o que faz a sua alegria não é a sua voz de pregador ou de profeta, mas a voz do próprio Esposo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 23 de setembro de 2017

«Quem tem ouvidos para ouvir, ouça» Comentário ao Evangelho do dia (23/09) por São João Crisóstomo


(c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Sermão n° 44 sobre S. Mateus; PG 57, 467


«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça»


Se a semente seca, não é devido ao calor. Jesus não disse que a semente secou por causa do calor, mas sim por não ter raiz. Se a Palavra é asfixiada, não será por causa dos espinhos, mas de quem os deixou crescer em liberdade. Ora, se quiseres, podes impedir que eles cresçam, fazendo bom uso das riquezas. É por isso que o Salvador não fala do mundo, mas dos cuidados do mundo, não fala das riquezas, mas dos cuidados com as riquezas. Por conseguinte, não acusemos as coisas em si mesmas, mas a corrupção da nossa consciência. [...] 

Não é o agricultor, como vês, não é a semente, mas a terra onde ela é recebida que explica tudo, ou seja, as disposições do nosso coração. Também aí a bondade de Deus para com o homem é imensa, dado que, longe de exigir a todos a mesma medida de virtude, acolhe os primeiros, não repudia os segundos e dá lugar aos terceiros. [...] 

É necessário, pois, começar por ouvir atentamente a Palavra, depois guardá-la fielmente na memória, em seguida encher-se de coragem, desprezar as riquezas e libertar-se do amor aos bens do mundo. Se Jesus coloca em primeiro lugar a atenção à Palavra, se a coloca antes de todas as outras condições, é porque ela é a condição fundamental. «E como hão de acreditar naquele de quem não ouviram falar?» (Rom, 10,14). Também nós, se não dermos atenção ao que nos é dito, ficaremos sem conhecer os deveres que temos de cumprir. Só depois vem a coragem e o desprezo pelos bens deste mundo. Para pôr a render estas lições, fortifiquemo-nos de todas as maneiras: estejamos atentos à Palavra, façamos crescer profundamente as nossas raízes e libertemo-nos das preocupações do mundo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

«Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres» - São João Paulo II


Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Comentário do dia 
São João Paulo II (1920-2005), papa 
«Mulieris dignitatem», § 27

«Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres»

Na história da Igreja, desde os primeiros tempos, existiram — ao lado dos homens — numerosas mulheres, para as quais a resposta da Esposa ao amor redentor do Esposo adquiriu plena força expressiva. Vemos primeiro aquelas mulheres que tinham conhecido pessoalmente a Cristo, O tinham seguido e, depois da sua partida, juntamente com os apóstolos, «eram assíduas na oração» no cenáculo de Jerusalém até ao dia do Pentecostes. Naquele dia, o Espírito Santo falou por meio dos «filhos e filhas» do Povo de Deus [...] (cf At 2,17). Aquelas mulheres, e a seguir muitas outras, tiveram parte ativa e importante na vida da Igreja primitiva, na edificação, desde os seus fundamentos, da primeira comunidade cristã — e das comunidades que se seguiram —, mediante os seus carismas e o seu multiforme serviço. [...] O apóstolo fala das suas «fadigas» por Cristo, e estas indicam os vários campos de serviço apostólico da Igreja, a começar pela «Igreja doméstica». Nesta, de facto, a «fé sincera» passa da mãe para os filhos e os netos, como se verificou em casa de Timóteo (cf 2Tim 1,5). 

O mesmo se repete no decorrer dos séculos, de geração em geração, como demonstra a história da Igreja. A Igreja, com efeito, defendendo a dignidade da mulher e a sua vocação, expressou honra e gratidão por aquelas que — fiéis ao Evangelho — em todo o tempo participaram na missão apostólica do Povo de Deus. Trata-se de santas mártires, de virgens, de mães de família, que corajosamente deram testemunho da sua fé e, educando os próprios filhos no espírito do Evangelho, transmitiram a mesma fé e a tradição da Igreja. [...] Mesmo diante de graves discriminações sociais, as mulheres santas agiram de «modo livre», fortalecidas pela sua união com Cristo. [...] 

Também nos nossos dias a Igreja não cessa de se enriquecer com o testemunho das numerosas mulheres que realizam a sua vocação à santidade. As mulheres santas são uma personificação do ideal feminino, mas são também um modelo para todos os cristãos, um modelo de «sequela Christi», um exemplo do amor com que a Esposa deve responder ao amor do Esposo.

Créditos: Evangelho Quotidiano

São Mateus: convertido, apóstolo, evangelista - Bento XVI


S. Mateus, Apóstolo e Evangelista – Festa

Comentário do dia 
Bento XVI, papa de 2005 a 2013 
Audiência geral de 30/08/06 (© Libreria Editrice Vaticana)

São Mateus: convertido, apóstolo, evangelista

«Levantou-se e seguiu Jesus». A concisão da frase põe claramente em evidência a prontidão com que Mateus respondeu à chamada. Para ele, tal significava tudo abandonar, sobretudo aquilo que lhe garantia uma fonte segura de rendimentos, embora fosse desonrosa e muitas vezes injusta. Mateus compreendeu que a intimidade com Jesus o impedia de manter uma atividade desaprovada por Deus. Facilmente se tira daqui uma lição para o presente: também hoje é inadmissível o apego a coisas incompatíveis com a caminhada de seguir Jesus, como é o caso das riquezas desonestas. Ele próprio o disse sem rodeios: «Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuis, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois vem e segue-Me» (Mt,19,21). Foi o que fez Mateus: «Levantou-se e seguiu Jesus». Neste «levantou-se», conseguimos ler um nítido repúdio pela situação de pecado e simultaneamente a adesão consciente a uma existência nova, reta, em comunhão com Jesus. 

Recordemos que a tradição da Igreja atribui unanimemente a Mateus a paternidade do primeiro Evangelho. Já Papias, bispo de Hierápoles, na Frígia, o tinha dito, cerca do ano 130: «Mateus verteu as palavras [do Senhor] em língua hebraica, e cada um as interpretou como podia» (Eusébio de Cesareia, «Hist. Ecl.» III, 39, 16). O historiador Eusébio acrescenta esta informação: «Mateus, que primeiro pregara entre os judeus, quando a certa altura decidiu ir também evangelizar outros povos, escreveu na língua materna o Evangelho que anunciava; procurou deste modo recompensar aqueles de quem se separava, substituindo pela escrita o que perdiam com a sua partida» (III, 24, 6). Já não possuímos o Evangelho escrito por Mateus em hebraico ou aramaico, mas no Evangelho grego que chegou até nós continuamos a ouvir, de alguma maneira, a voz persuasora do publicano Mateus, que, tornado apóstolo, continua a anunciar-nos a misericórdia salvífica de Deus, e escutamos essa mensagem, nela meditando sempre de novo, para aprendermos, também nós, a levantarmo-nos e a seguir Jesus com determinação.

Créditos: Evangelho Quotidiano
Ocorreu um erro neste gadget
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...